Alerta para pregadores
Jesus não prometia prosperidade, prometia vida eterna.
II Cor 4,6-7. Porque Deus que disse: Das trevas brilhe a luz, é também aquele que fez brilhar a sua luz em nossos corações, para que irradiássemos o conhecimento do esplendor de Deus, que se reflete na face de Cristo.
Porém, temos este tesouro em vasos de barro, para que transpareça claramente que este poder extraordinário provém de Deus e não de nós.
João 15,5c – “Sem mim nada podeis fazer”.
Por isso para não cairmos em frustrações o melhor caminho é obedecer ao Senhor.
O maior risco que corremos no trabalho do reino de Deus, é de nos esquecermos dessa palavra de Jesus.
Quando estamos livres da auto suficiência, mesquinha e orgulhosa, podemos dizer: “Tudo posso naquele que me conforta”, Fl4, 13 ou ainda: “Eu vivo, mas já não sou eu é Cristo que vive em mim’ Gl2, 20ª”.
Ser fraco é estar muito consciente da própria pequenez e impotência.
“Nenhuma criatura se vangloriará diante de Deus”.
São João Batista, melhor do que ninguém expressou com sua vida e palavras como deve ser um mensageiro do Senhor.
“Importa que ele cresça e que eu diminua” (Jô 3,30).
“João Batista é um exemplo exato de como deve ser quem quer servir ao Senhor: “Não sou digno de desatar suas sandálias”“.
“Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrario, não tereis recompensas junto de vosso Pai que está no céu” (Mt6, 1).
Ai de mim, se eu não anunciar o evangelho (I Cor 9,16).
Já há séculos antes de Cristo, o profeta Isaías proclamava. “Como são belos sobre as montanhas os pés do mensageiro que anuncia a felicidade, que traz as boas novas e anuncia a libertação” (Is 52,7 a-b).
E São Paulo alertava os cristãos de Roma: “Logo, a fé provém da pregação e a pregação se exerce em razão das palavras de Cristo” (Rm 10,17). Quer dizer, a fé entra pelo ouvido; por isso, é preciso anunciar o evangelho a todos.
É Preciso evangelizar, seja com exemplo de vida, ou por uma simples conversa, pelo jornal, pelo rádio, pela televisão ou por qualquer outro recurso que temos à disposição.
Disse Santo Afonso de Ligório: muitas de nossas ações, boas em si mesmas, pouco ou nada valerão junto de Deus, porque são feitas para outro fim e não a própria gloria divino. E o santo explicou que o amor próprio é que faz perder todo ou em grande parte o fruto das nossas boas obras.
Quando desempenhamos alguma atividade pelo amor a Deus e aos homens não nos perturbaremos, mesmo que não sejam bem sucedidas.
Santo Afonso dá sinais que nos indicam quando estamos fazendo algo por amor a Deus:
Primeiro não nos perturbemos em caso de fracasso porque sabemos que tudo depende de Deus;
Segundo, alegramo-nos com o bem que os outros fazem, como se nós mesmos tivéssemos realizado;
Terceiro, aceitamos de boa vontade o que a obediência nos pede, sem preferências para algum trabalho especial;
Quarto, não fica à espera de louvores nem de aprovações dos outros após cumprirmos o próprio dever; não ficamos tristes de formos criticados ou desaprovados pelos outros e se, por acaso, recebemos qualquer elogio, não nos envaidecemos, mas afastamos o sentimento de vanglória.
Prega a palavra, insiste oportuna e importunamente, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e empenho de instruir. “Porque virá o tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação” (Tm 4,2-3a).
DEUS ABENÇOE SEU TRABALHO DE EVANGELIZAÇÃO.
POR DELECAMPIO JOSÉ MENASSA.
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